
Não preciso nem pedir abraços quando estou mal: eles simplesmente estão lá, esperando, nas suas mãos, nos seus braços. Sei que há neles um lugar guardado para mim. Um lugar com a exata forma do meu corpo; algo único meu.
É bom como a gente se ama. Você é tão meu e eu sou tão sua. Apesar disso, repassar a idéia nunca é demais; apenas questão de conforto. A verdade, que nós sabemos, está lá, explícita para ambos. Não precisa ser falada. Só a existência dela já a faz perfeita. A verdade do amor que temos um pelo outro; ah, essa supera qualquer coisa. Esse amor está sempre nas piadas, nos choros, nos conselhos, nas confissões, nas notícias, no silêncio, nos olhos.
Não é esse amor exagerado de quem se apaixona perdidamente. É aquele de quem gosta aos poucos, de quem cuida e de quem se preocupa. Muito, muito maior que uma simples paixão. Isso é de irmão, de amigo, de amante, de companheiro. Isso é de quem enfrenta qualquer coisa para estar ao lado do outro o tempo todo.
Quase um ano de convivência e de lembranças partilhadas. Vamos fazer durar mais esse inverno, e outro, e outro. Coloquemos o colchão na sala e lembremos que será sempre assim.
Aninha e Mel.

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